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Sobe intenção de viagens da classe C

De junho a agosto de 2014 o aumento foi superior a 70%, na faixa de até 3 salários mínimos
  • Publicado: Terça, 07 de Outubro de 2014, 04h51
  • Última atualização em Terça, 07 de Outubro de 2014, 04h50

Carolina Valadares

A intenção de viagem das famílias da classe C aumentou nos últimos três meses segundo a sondagem de consumidor realizada pelo Ministério do Turismo/FGV. Na faixa de renda até R$ 2.100, o aumento chegou a 78% (passou de 7,3% para 13,1%) entre junho a agosto de 2014. Já na faixa salarial de até R$ 4.800 o aumento foi de 24,5% passando, de 15,5% para 19,3%, no mesmo período.

Embora a pesquisa trate de uma expectativa de viagens nos próximos meses, os dados ratificam o crescimento das viagens domésticas pelo Brasil, nos últimos anos, impactados pela melhoria de renda das famílias brasileiras. Só em 2013 foram realizadas 201,8 milhões de viagens pelo Brasil, contra 197 milhões do ano anterior.

Segundo o diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, José Francisco Lopes, há cinco anos, eram 38 milhões de brasileiros viajando pelo país e hoje eles chegam a 63 milhões. Ele lembra que esse crescimento de mais de 65% se deve principalmente à classe C. “O crédito fácil e a economia estável deram condições das classes mais baixas terem acesso as viagens”, explicou o diretor de pesquisas do MTur.

A facilidade de parcelamento, e o planejamento também são fatores que permitiram o acréscimo no número de viagens dos brasileiros. No site de uma agência de viagens do país, há opções de pacote parcelados em até 10 vezes. Uma viagem para Salvador, por exemplo, com cinco dias de pacote, pode ser comprado por R$ 95 a parcela. Já oito dias em Natal, sai por 10 x R$ 115.

O garçon Paulo Cesar viajou no mês passado, foi para a Serra da Mesa de jipe e para João Pessoa de avião. No total foram 12 dias viajando. “Os preços estão mais em conta e comprando com antecedência, pesquisando na internet, a gente consegue”, contou. A renda familiar do casal de aproximadamente 4 salários mínimos permite que eles planejem uma viagem anual. “Já estou pensando na próxima”, diz ele.

Para o IBGE, a classe C engloba as famílias com renda entre R$ 2,9 mil até R$ 7,2 mil e é nesta faixa que se encontram os clientes responsáveis por 20% das vendas de uma das maiores operadoras de turismo do país. O percentual é quase igual ao da classe A (renda superior a 20 salários mínimos) que é 23%.

Já segundo uma pesquisa do Sebrae, a classe C dá grande importância ao planejamento financeiro familiar para viajar. As decisões sobre o destino da viagem são tomadas em família e a compra de um pacote com agências representa segurança, devido a experiência dos agentes.

A pesquisa de sondagem de intenção de viagem do consumidor é realizada pelo Ministério do Turismo/FGV todos os meses, em sete capitais brasileiras e mede a vontade das pessoas em viajar nos próximos seis meses. Ao todo são feitas 2 mil entrevistas nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. 

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