Ministério do Turismo
O Projeto consiste em uma parceria entre o Ministério do Turismo e SEBRAE Nacional sob gestão do Instituto Marca Brasil e SEBRAES UF’s, que visa a estruturação e aplicação do conceito de “Economia da Experiência” junto a empreendimentos turísticos de micro e pequeno portes, auxiliando os mesmos a inovarem seus atrativos, tendo em vista a emoção e o conhecimento que as experiências com a cultura local podem proporcionar ao turista.
Este conceito atual e inovador foi implantado de forma pioneira no Brasil a partir de maio de 2006, na Região Uva de Vinho – Serra Gaúcha – RS, sob a execução do SHRBS (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região da Uva e Vinho). Essa experiência demonstrou as vantagens e os resultados de ações articuladas e o êxito do projeto desenvolvido. O resultado foi uma nova dinâmica de desenvolvimento do turismo, fazendo com que atores locais da cadeia produtiva do turismo, com maior ênfase na produção associada, inovassem e incrementassem sua oferta turística.Durante a segunda etapa, finalizada em julho de 2010, o Projeto foi desenvolvido em 04 novos destinos nacionais: Costa do Descobrimento (BA), Belém (PA), Bonito (MS) e Petrópolis (RJ), onde foi aplicada a metodologia resultante do Projeto Piloto.
Objetivo
O Projeto tem por objetivo fortalecer e consolidar o arranjo produtivo dos pequenos negócios, apoiando os empreendedores locais na agregação de valor aos produtos turísticos do território, trabalhando o conceito “Economia da Experiência”, visando a inserção em novos mercados.
Mais informações:
E-mail: segmentos@turismo.gov.br
Site do Tour da Experiência: www.tourdaexperiência.com
Blog do Projeto Economia da Experiência: http://projetoee.blogspot.com/
Telefone: (61) 2023-8199
Turismo nos Dias Atuais
É necessário entender, que o turista hoje tem expectativas que vão além da contemplação passiva dos atrativos. Esse novo perfil de turista, ativo e criativo, quer realizar um desejo além de se sentir um ator importante na construção do destino visitado. Este turista, que está cada vez mais autônomo e bem-informado, busca envolver os parentes e amigos nesse processo, fazendo com que a viagem não seja somente lazer, mas também uma atitude militante de partilhar o ambiente, a comunidade visitada e a cultura local, vivendo experiências inesquecíveis e obtendo o poder de convencer os próximos a tomarem essa atitude; viajar com inteligência. O projeto Economia da Experiência foi implantado de forma pioneira no Brasil a partir de maio de 2006, por meio da parceria entre Ministério do Turismo, Sebrae e Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região Uva e Vinho e gestão do Instituto Marca Brasil. O projeto teve como premissa trabalhar o conceito Economia da Experiência junto a empreendimentos turísticos de micro e pequeno portes da Região Uva e Vinho – Serra Gaúcha/RS. O conjunto de ações desenvolvidas na região teve como base as teorias defendidas por Rolf Jensen, a partir de seu livro The Dream Society (A Sociedade dos Sonhos, 1999) e pelos autores Joseph Pine e James Gilmore, por meio da publicação The Experience Economy (Economia da Experiência, 1999).
Economia da Experiência – Sociedade dos Sonhos
A chamada Economia da Experiência ou, ainda, Sociedade dos Sonhos, é uma tendência econômica mundial que anuncia novas necessidades e valores de mercado. Está sendo seguida por aqueles que querem inovar nos processos de formação e comercialização de produtos, especialmente na atividade turística. Esse fenômeno atual faz com que o componente emocional, os valores e os sentimentos adquiram maior relevância que o componente racional. Rolf Jensen apresenta os conceitos sobre o tema, assim como Pine II e James Gilmore, considerados os pioneiros nessa abordagem.
Estamos, atualmente, na Sociedade da Informação ou do Conhecimento, em que o valor econômico é medido através dos produtos/serviços consumidos. Gradualmente essa sociedade evoluirá para a nova lógica da Sociedade dos Sonhos, da mesma forma que as sociedades de economias agrícolas e industriais foram superadas pela automação. Nessa nova tendência que registra a mudança de foco da inteligência racional para a inteligência emocional,
chamada Sociedade dos Sonhos, os grandes valores econômicos serão as experiências e os sonhos. Por conta destes, o turismo desponta como um grande elemento impactante que se converterá no mais memorável de todos os setores econômicos.
Sociedade da Informação X Sociedade dos Sonhos
Até o momento os conceitos de produção e promoção centram-se especialmente em tecnologia e excelência em serviços. Na Sociedade dos Sonhos os serviços deixam de ser os carros chefes das demandas e abrem espaço para promoção e venda de experiências únicas e emoções memoráveis para os consumidores em geral. A Sociedade dos Sonhos respeita o mito e as histórias. Nessa nova sociedade, os negócios, as comunidades, as pessoas como indivíduos tenderão a fundamentar-se em suas próprias histórias e não mais somente em informações e dados. As melhores histórias, apresentadas da melhor forma ao mercado consumidor, seguramente levarão os melhores lucros.
Outras Características
Pode-se considerar que as empresas que aprendem a demonstrar a seus clientes que sua maior preocupação não é somente servi-los, mas também fazê-lo de forma amável, espontânea, superando suas expectativas iniciais e visando o bem-estar do cliente, são empresas que vêm descobrindo o poder do afeto. O afeto que se oferece a um cliente é uma das “invenções” mais rentáveis em um negócio. Isso pode fazer com que o cliente prefira permanecer com a mesma empresa durante toda a sua vida, convertendo-se em um dos melhores vendedores externos. Outra tendência que se observa no turismo é a “personalização”. Os profissionais da área têm que se tornar criadores e narradores de histórias, e vendedores de experiências. O consumo turístico tende a fragmentar-se cada vez mais, pressionando para a diversificação das ofertas turísticas, nas quais certos produtos tradicionais, mesmo sendo de consumo massivo – sol e praia-, vão perdendo importância frente a outros produtos.
Tudo o que for relacionado ao lúdico e ao sonho terá êxito na indústria do futuro. É fundamental que os empresários trabalhem como base das ofertas turísticas os serviços desenvolvidos localmente, aproveitando-se da sua cultura e do que oferecem de melhor. A experiência que os empresários põem à disposição do turista deve ser única, original e inovadora.
O processo metodológico proposto para a 2ª etapa do Projeto Economia da Experiência envolve os seis passos abaixo:
Etapa I - Ações preparatórias de sensibilização e mobilização
Ações
Instrumentos
Planejamento das ações
Cartilha do conceito e método;
Plano de ação;
Marco temporal.Visita diagnóstica
Matriz de critérios para análise diagnóstica;
Relatório diagnóstico do destino.Diagnóstico de produção associada Relatório diagnóstico de produção associada. Seleção e contratação dos consultores Perfil para seleção e contratação de consultores. Seleção e adesão dos empreendedores Perfil para seleção de empreendedores;
Termo de adesão.
Etapa II - Reconhecimento da situação atual
Ações
Instrumentos
Levantamento de pesquisas nacionais e regionais
Pesquisas e estudos disponibilizados por entidades de turismo nacionais, estaduais e regionais. Elaboração, realização e análise de pesquisas de oferta e demanda
Formulário para coleta de informações de mercado;
Formulário para coleta de informações de destinos e produto concorrente;
Formulários para pesquisas com turistas e operadoras/agências emissivas e receptivas.Diagnóstico empresarial Formulário para análise dos empreendimentos participantes (T0).
Etapa III – Apresentação e desenvolvimento do conceito
Ações
Instrumentos
Lançamento do projeto;
Encontros para disseminação do conceito entre lideranças e governança local.Folder explicativo;
Apresentação aos partícipes do conceito e metodologia.Encontro com empreendedores selecionados e consultores para direcionamento e esclarecimento dos trabalhos. Visita técnica nos empreendimentos participantes;
Cronograma de execução de palestras, oficinas e workshops.Realização de palestras, oficinas e workshops. Fichas de avaliação das palestras, oficinas e workshops. Visita técnica de benchmarking para empreendedores. Roteiro de visita;
Formulário com diretrizes a serem analisadas durante a viagem;
Ficha de avaliação da viagem técnica;
Relatório da viagem técnica.Reunião para troca de experiências sobre a viagem técnica. Sensibilização do receptivo local.
Etapa IV – Aplicação do conceito
Ações
Instrumentos
Consultorias nos empreendimentos
Agenda de consultorias
Atividades dos consultores;
Plano de inovação;
Relatórios de visita dos consultores;
Avaliação dos consultores;
Relatório de percepções e considerações importantes do projeto;
Matriz de relacionamento;
Formulário de expectativas e necessidades.
Etapa V – Gestão mercadológica
Ações
Instrumentos
Realização de Workshops
Workshop de Reconhecimento da Situação Atual;
Workshop de estratégias e plano de ação;
Workshop para validação do plano de mercado;Elaboração e desenvolvimento do Plano de inteligência de mercado.
Plano de inteligência de mercado Lançamento do produto EE – Economia da Experiência Documento orientador – lançamento de Produto EE Ações de Apoio a Comercialização Visita técnica, Famtour e Frampress.
Ficha de avaliação de Famtour.
Etapa VI - Sustentabilidade, acompanhamento e avaliação
Ações
Instrumentos
Análises quantitativas e qualitativas
Pesquisa de satisfação do empresário (T1);
Pesquisa de perfil e satisfação da demanda, após 12 meses do fim do projeto;Propostas para sustentabilidade e ampliação do projeto. Reinvenção de atividades vivenciais, a fim de manter constantes surpresas aos visitantes.
Como parte do processo de implantação do Economia da Experiência, foi desenvolvida a linha de comunicação do Tour da Experiência. O logotipo foi desenvolvido pela Trama Design(RS) e as peças pela agência Guife Multicom(RS), em parceria com ao Sindicato de Hotéis da Região Uva e Vinho e contou com o apoio dos demais destinos.
O logotipo é uma representação gráfica dos sentimentos que fazem parte dos roteiros dentro do conceito de Tour da Experiência: emoção, satisfação, inspiração e prazer.
A linguagem publicitária das peças apresenta uma limpeza visual para harmonizar com a riqueza de detalhes das imagens que serão utilizadas por cada destino.
Foram elaboradas peças como banners, newsletters, fichas de divulgação entre outros. Todas as peças foram criadas para serem utilizadas por todos os destinos, criando uma identidade comum em todo o projeto.Qual o conceito e identidade visual da marca?
Tour da Experiência, como o nome já diz, carrega o conceito da experimentação que começa com a busca na história, tradição, cultura, através das vivências. Essa experimentação está diretamente ligada com o momento presente, sentindo a respiração, a batida do coração, o movimento e a sinergia, que traduz em sentimentos: emoção, prazer, inspiração e satisfação.
O objetivo é a identificação visual dos produtos/serviços desenvolvidos a partir do projeto, dos destinos envolvidos no mesmo, além da consolidação do conceito.
O símbolo do Tour da Experiência foi definido a partir de pesquisas sobre experiências humanas. Para a criação da marca, foram utilizados elementos que remetem a ilusão de ótica, jogos interativos e quatro cores principais: vermelho, verde, azul e amarelo.
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