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Institucional

Cúpula do turismo do Mercosul se reúne em Alagoas

Na pauta, o fortalecimento de roteiros integrados, promoção conjunta nos mercados distantes e o fortalecimento dos parques temáticos 

  • Publicado: Quinta, 07 de Dezembro de 2017, 16h10
  • Última atualização em Sexta, 08 de Dezembro de 2017, 12h07

 Por Darse Júnior, enviado à Maceió

07 12 17 ministros
Marx Beltrão (dir) recebe os ministros do Turismo da Argentina, Paraguai e Uruguai, além de representante do BID (centro).

Os países do Mercosul enviam, juntos, quase a metade de todos os turistas internacionais que o Brasil recebe. No último ano, dos 6,6 milhões de visitantes estrangeiros que desembarcaram no país, 3 milhões vieram do bloco econômico. Para discutir como intensificar ainda mais esse fluxo turístico e atrair mais visitantes de outras partes do mundo para a região, os representantes máximos do Turismo do Brasil, Marx Beltrão; Argentina, Gustavo Santos; Uruguai, Liliam Kechichian; e Paraguai, Marcela Bacigalupo, se reuniram nesta quinta-feira (8) em Maceió.

Sob a coordenação de Marx Beltrão, os ministros alinharam uma estratégia de promoção conjunta nos mercados distantes, como a China, defenderam a aproximação do turismo com o Patrimônio Histórico e tratara da criação de roteiros integrados entre os países membros do bloco econômico, a exemplo do que ocorre com a Rota das Missões Jesuíticas, que une o Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai. Ao final da XIX Reunião de Ministros do Turismo do Mercosul, os participantes assinaram uma declaração conjunta a favor do fortalecimento dos parques temáticos como indutores do turismo na região.

“Recentemente estive em Orlando numa reunião da principal entidade que representa os parques temáticos no mundo e tive a oportunidade de ver a importância desses parques para movimentar o setor de viagens. Só a Eurodisney recebe mais que o dobre de visitantes que a Torre Eiffel”, comentou o ministro Marx Beltrão. No Brasil, o custo para compra de equipamentos para os parques é até 2,34 vezes mais alto se comparado ao valor praticado nos EUA, por exemplo. O país cobra imposto de importação para equipamentos sem similares nacionais e IPI que gira de 10% a 20%. “Se conseguirmos aprovar as medidas em andamento, de acordo com o próprio mercado, teremos cerca de 60 mil empregos e um investimento de R$ 2 bilhões em nosso país nos próximos cinco anos”, completou o ministro.

Marx Beltrão defendeu, ainda, a promoção conjunta e o roteiro integrado nos países do Mercosul como caminho para tornar o turismo no bloco econômico mais competitivo no cenário mundial. “Temos ofertas turísticas complementares. Se a Argentina tem a neve, nós temos o sol e praia, eles têm o tango e o doce de leite, nós a feijoada, samba e forró”.

Entre as ações em discussão está a participação conjunta dos países membros do Mercosul em feiras internacionais. “A China envia para o mundo mais de 1,2 bilhão de turistas e menos de 0,5% deles escolhe o Brasil como destino. Tenho certeza de que se montarmos uma estratégia acertada em conjunto com os nossos vizinhos conseguiremos atrair mais chineses para movimentar as nossas economias, gerar emprego e renda para a população”, completou.

Durante a reunião, os ministros manifestaram apoio unânime para uma candidatura conjunto da Argentina, Paraguai e Uruguai para a realização da Copa do Mundo de 2030.

*Credito das fotos: Roberto Castro

 

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