Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Últimas notícias > Viagem acessível
Início do conteúdo da página
institucional

Viagem acessível

No Dia da Luta da Pessoa com Deficiência, conheça as histórias que mostram que nem mesmo as limitações conseguem tirar o prazer de viajar pelo Brasil

  • Publicado: Quinta, 21 de Setembro de 2017, 11h25
  • Última atualização em Quinta, 21 de Setembro de 2017, 11h55

Por Nayara Oliveira

Viajar é experimentar novidades, conhecer lugares, degustar sabores e, por que não, se aventurar? No Brasil, o que não faltam são lugares capazes de surpreender e encantar os mais variados gostos e interesses, mas é preciso garantir que o turismo esteja acessível para todos viajantes, respeitando as necessidades de cada um. E nesta quinta-feira (21) marcada pelo Dia da Luta da Pessoa com Deficiência, a Agência de Notícias do Turismo relembra algumas iniciativas do Ministério do Turismo para os viajantes com deficiência.

07 07 17 Acessibilidade Parque Nac Iguacu
Turismo acessível em Foz do Iguaçu (PR). Crédito: Roberto Castro/ MTur

É o caso do Guia Turismo Acessível, um site que fornece ao viajante consultas e avaliações de estabelecimentos e atrações que tenham acessibilidade. Com a ferramenta, o turista localiza bares, restaurantes, atrativos e empreendimentos que mantenham rampas de acesso, cardápio em braile, mesas exclusivas e símbolos gráficos de acessibilidade.

A ferramenta é colaborativa e quanto mais informações forem dadas pelos viajantes, mais completa será. O Guia também está disponível em forma de aplicativo, nos idiomas português, inglês e espanhol. Ele pode ser baixado gratuitamente na loja da Windows Phone, Apple Store e Google Play.

Ser bem recebido também faz parte do pacote de quem viaja pelo país. Para isso, o MTur lançou, em 2016, a cartilha “Dicas para atender bem turistas com deficiência”, destinada a prestadores e gestores de serviços turísticos. Nela, estão informações gerais e dicas práticas sobre como atender bem este importante público consumidor, afim de tornar o turismo uma experiência agradável e segura para todos.  As iniciativas fazem parte do Programa Turismo Acessível, que realiza ações voltadas à promoção da inclusão social e do acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em atividades turísticas. Entre 2006 e 2016, a Pasta investiu mais de R$ 82 milhões em obras de acessibilidade.

“Umas das preocupações do Ministério do Turismo é de garantir que nossos atrativos naturais, históricos e culturais sejam conhecidos por todos os brasileiros e para isso temos investido na questão do turismo acessível. Ainda temos um caminho a percorrer mas acredito que estamos no rumo certo”, afirmou a secretária nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Teté Bezerra.

ROTEIROS - O Parque Nacional de Chapada dos Guimarães recebeu, em julho, um equipamento capaz de conduzir pessoas com dificuldade de locomoção pelas trilhas da unidade de conservação. Batizada de Julietti, a cadeira de rodas criada especialmente para trilhas por regiões planas e desniveladas. O equipamento foi idealizado pelo engenheiro Guilherme Cordeiro, depois que sua esposa Juliana Tozzi passou a ter dificuldades de locomoção em razão de uma síndrome neurológica rara. Assim, o casal pôde voltar a trilhar junto.

A iniciativa ganhou repercussão e deu origem ao Montanha para Todos, projeto que promove a inclusão de pessoas com deficiência em atividades de lazer no meio ambiente. Desde então, as cadeiras de rodas adaptadas – chamadas de Julietti, em homenagem à Juliana, têm sido doadas pelo casal a instituições filantrópicas e parques nacionais pelo Brasil. Até o momento, nove unidades já foram entregues. Inicialmente, os atrativos que podem ser visitados com o uso da Julietti são o mirante do Véu de Noiva e a cachoeira dos Namorados, por oferecerem percursos mais suaves. Para usar a cadeira, é preciso fazer reserva no site do ICMBio ou pelo telefone (65) 3301-1133.

No Parque Nacional do Iguaçu, rampas, elevadores e até uma espécie de bondinho transformaram uma das principais atrações do parque, o Macuco Safári, em um dos mais novos atrativos acessíveis no Brasil. Todo o trajeto é inclusivo e todas as pessoas com mobilidade reduzida ou que fazem uso da cadeira de rodas são atendidas com soluções pensadas em permitir que elas aproveitem ao máximo o passeio no lugar conhecido mundialmente pelas Cataratas do Iguaçu, que ostenta o título de Patrimônio Natural da Humanidade, concedido pela Unesco.

21 09 17 MelinaEHilary NatalRN Site4PatasPeloMundo
Crédito: 4 Patas Pelo Mundo

TURISTAS - A paulistana Mellina Hernandes, 34 anos, e sua cão-guia Hilary, são viajantes fiéis e contam até com um blog para narrar as experiências que as duas têm juntas. Diagnosticada com uma doença degenerativa, que retirou sua capacidade de enxergar, a mulher viu na labradora preta uma companheira de viagem e, juntas, já curtiram cidades no sul, sudeste e nordeste.

Agora, as duas estão repetindo a experiência no nordeste e curtindo as praias de Fortaleza (CE) e Salvador (BA). “Minha visão piorou em 2011 e eu tive que enxergar o mundo de outra forma e me adaptar para continuar viajando. Quando a Hilary chegou na minha vida, em 2014, as viagens ficaram melhores, pois onde passamos somos bem recepcionadas e sentimos o carinho das pessoas”, explica Mellina.

20 09 17 JulioCesar credito facebookJulioCesar
Crédito: Arquivo Pessoal

O pernambucano Júlio César Barreto, 23 anos, nasceu com deficiência visual e não deixou que esse fato tornasse empecilho para viajar. Ele investe em mochilões e o último deles foi conhecer, sozinho, os lençóis maranhenses. “Era um desejo que resolvi transformar em realidade. Programei a viagem toda pelo celular, comprei passagem, reservei hostel e fui”, afirma o jovem.

Quando perguntado sobre as dificuldades do passeio, Júlio explica que a cidade estava preparada para receber um turista com deficiência. “Contratei passeios com guias que descreviam as paisagens para mim, me deram suporte durante as trilhas e eu pude praticar esportes radicais, que é algo que eu amo. Os outros turistas também ajudam muito, conversam, perguntam se preciso de apoio”, relata.

registrado em:
Fim do conteúdo da página