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PATRIMÔNIO

A beleza e história do Forte das Cinco Pontas, em Recife

Espaço, palco de seminário internacional sobre a gestão de fortalezas brasileiras, exibe atualmente apenas quatro cantos

  • Publicado: Quinta, 06 de Abril de 2017, 14h16
  • Última atualização em Sexta, 07 de Abril de 2017, 18h57

Por André Martins


Forte Cinco Pontas. Crédito: Danilo Borges

O Forte das Cinco Pontas, em Recife (PE), sedia desde terça-feira (04) o Seminário Internacional Fortificações Brasileiras - Patrimônio Mundial, que debate a gestão e a valorização turístico-cultural de fortes e fortalezas no país. Mas você sabe por que o monumento na capital pernambucana é chamado de “Cinco Pontas”, apesar de hoje ostentar apenas quatro?

Antes, um pouco da história do local. O forte foi inicialmente construído em 1630, por ordem de Frederik Hendrik, Príncipe de Orange, durante a ocupação holandesa nas áreas que hoje abrigam as cidades de Recife e Olinda. O projeto de construção da fortaleza é atribuído ao engenheiro holandês Tobias Commersteijn e sua estrutura era composta de madeira, terra batida e barro.

Embora a fortaleza tenha recebido o nome de batismo de Frederik Hendrik, logo ganhou a alcunha de Forte das Cinco Pontas, devido à sua forma pentagonal. Os objetivos do forte eram garantir o suprimento de água e também assegurar que carregamentos de açúcar transportados pelo rio Capibaribe chegassem ao Porto de Recife, impedindo a ação de piratas.

No ano de 1654, porém, as forças de resistência portuguesa, comandadas por João Fernandes Vieira, André Vidal, Felipe Camarão e Francisco Barreto, venceram as tropas flamengas e ocuparam o forte. Nesse período, começou a primeira grande reforma da fortificação, reconstruída em pedra e cal e, agora, apenas com quatro pontas. A obra terminou em 1684, quando a fortificação foi rebatizada de Forte de São Tiago. Entretanto, o nome Cinco Pontas, já consolidado, permanece até os dias de hoje.

Com a expansão de Recife, a fortaleza perdeu o sentido de defesa e passou a ter novos usos, a exemplo de depósito geral e prisão, durante os séculos XVIII e XIX. No início do século XX, tornou-se quartel militar, sendo tombada como patrimônio nacional em 1938. Durante o final da década de 1970, o forte sofreu outra grande reestruturação para sediar as instalações do Museu da Cidade do Recife, que se encontra no local desde 1982.

SEMINÁRIO - Promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em parceria com os ministérios do Turismo, da Cultura e da Defesa, o seminário em Recife tem como foco a candidatura de um Conjunto de Fortificações do Brasil a Patrimônio Mundial pela UNESCO.

O conjunto de fortes e fortalezas, implantadas por europeus desde o início da colonização do Brasil, é composto por 19 monumentos distribuídos em 10 estados. Os espaços, que integram a Lista Indicativa Brasileira a Patrimônio Mundial da UNESCO, foram erguidos em pontos que serviram para definir as fronteiras marítimas e fluviais do país.

A proposta é que, ao final do encontro, nesta sexta-feira (07), seja assinada a Carta do Recife, elencando diretrizes para o estabelecimento de parcerias público-privadas, a certificação de destinos patrimoniais e ainda acordos específicos voltados a cada monumento.

 

 

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