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Brasil tem 13 atrativos históricos considerados Patrimônio Cultural da Humanidade

O Conjunto Moderno da Pampulha é o mais novo patrimônio mundial no Brasil, reconhecido pela UNESCO

  • Publicado: Terça, 19 de Julho de 2016, 12h09
  • Última atualização em Sexta, 22 de Julho de 2016, 12h31

Por Geraldo Gurgel


Considerado uma paisagem cultural do patrimônio moderno, a Pampulha, em Belo Horizonte (MG), conquistou mais um título histórico para o Brasil.  A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu o conjunto arquitetônico como Patrimônio Cultural da Humanidade, no último domingo (17), em Istambul, na Turquia. Assim, o Brasil passa a contar com 13 bens culturais tombados pela entidade na lista de 1.031 sítios com o reconhecimento. Agora com quatro patrimônio históricos, Minas Gerais é o estado com a maior quantidade de honrarias.


Pampulha. Foto: Divulgação Embratur

Para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Conjunto da Pampulha está na origem da produção arquitetônica e urbanística do Brasil Moderno e deve ser compartilhado por toda a humanidade. A Pampulha conta com as quatro primeiras obras assinadas por Oscar Niemeyer, construídas entre 1942 e 1943, com jardins de Burle Marx, painéis de Candido Portinari e esculturas de Alfredo Ceschiatti e José Alves Pedrosa. A obra da Lagoa da Pampulha é composta pela Igreja São Francisco de Assis, o Cassino, a Casa do Baile e o Iate Clube.

Saiba quem são os outros 10 patrimônios brasileiros:


Brasília. Foto: Divulgação Embratur

Brasília (DF) é Patrimônio Mundial desde 1987. O conjunto urbanístico e arquitetônico, construído a partir do Plano Piloto de Lucio Costa, inaugurado em 1960, se insere no projeto nacional de modernização do país do então presidente Juscelino Kubitschek. Destacam-se, a Praça dos Três Poderes com os palácios do Planalto, Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional, todos projetos por Niemeyer.


Goiás Velho. Foto: Divulgação Embratur


Goiás Velho (GO)
é testemunha da ocupação e da colonização do Brasil Central nos séculos XVIII e XIX. As origens da cidade estão ligadas à história das bandeiras que partiram de São Paulo para explorar o interior do Brasil. O conjunto arquitetônico, paisagístico e urbano do centro histórico de Goiás foi reconhecimento como Patrimônio Mundial em 2001. Destacam-se as igrejas do Rosário, de Santa Bárbara, de Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora da Abadia e a Catedral de Santana.


Diamantina. Foto: Divulgação Embratur

Diamantina (MG)
foi o maior centro de extração de diamantes do mundo no século XVIII e teve papel importante na ocupação do interior do País. A cidade é uma demonstração de como os aventureiros à procura de riquezas e os representantes da Coroa Portuguesa adaptaram os modelos europeus a uma realidade local, criando uma cultura original. O centro histórico foi tombado pela Unesco em 1999.


Ouro Preto. Foto: Rodolfo Vilela

Ouro Preto (MG)
cresceu entre um estreito e sinuoso vale e as encostas das chamadas Minas Gerais. A riqueza da região explica o nome original, Vila Rica e capital mineira, em 1720. A cidade tem as mais significativas obras do barroco brasileiro e foi cenário do movimento pela independência do Brasil, a Inconfidência Mineira, cujo mártir, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, tornou-se o patrono cívico do país. Seu conjunto arquitetônico e urbanístico, foi declarado patrimônio mundial em 1980, o primeiro bem cultural brasileiro inscrito na lista da UNESCO.


Olinda. Foto: Divulgação Embratur

Olinda (PE), vizinha à capital, Recife, remete ao início da colonização portuguesa no Brasil, no século XVI, no período da cana de açúcar. O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico foi tombado pela UNESCO com cerca de 1.500 imóveis de diferentes estilos arquitetônicos: igrejas, mosteiros e conventos coloniais do século XVI, fachadas de azulejos dos séculos XVIII e XIX e obras neoclássicas e ecléticas do início do século XX. A vegetação é exuberante.


São Luis. Foto: Divulgação Embratur

São Luís (MA)
, localizada na ilha de São Luís do Maranhão, na baía de São Marcos, é um exemplo excepcional de cidade colonial portuguesa. Seu núcleo original foi fundado pelos franceses, em 1612, e também esteve sob o domínio holandês. O centro histórico de São Luís tem cerca de quatro mil imóveis dos séculos XVIII e XIX. Entre os mais significativos estão o Palácio dos Leões, a Catedral, o Convento das Mercês, a Casa das Minas, o Teatro Artur Azevedo. A capital foi inscrita como Patrimônio Mundial em 1997.


Salvador. Foto: Divulgação Embratur

Salvador (BA)
tem, no Pelourinho, importantes exemplares do urbanismo ultramarino português, aliado a uma topografia singular. O centro histórico é formado basicamente por edifícios dos séculos XVI ao XIX. Se destacam os conjuntos monumentais da arquitetura religiosa, civil e militar. O traçado de suas ruas, ladeiras e becos, formam um dos mais ricos conjuntos urbanos de origem portuguesa. Sua inscrição na Lista do Patrimônio Mundial foi ratificada pela Unesco em 1985.


Congonhas. Foto: Divulgação Embratur

Congonhas (MG) tem no santuário de Bom Jesus de Matosinhos, construído no século XVIII, uma das obras-primas do barroco mundial, reconhecida pela UNESCO em 1985. O conjunto é formado pela igreja, em estilo rococó, adro e escadaria externa monumental decorada com estátuas de 12 profetas em pedra sabão; e seis capelas, denominadas de Passos, ilustrando a via crucis de Jesus Cristo. As 66 esculturas de madeira em tamanho natural, abrigadas nas capelas, compõem um dos maiores acervos de imagens sacras no mundo. As obras são de Francisco Antônio Lisboa, o Aleijadinho.


São Cristóvão. Foto: Divulgação Embratur

São Cristóvão (SE),
primeira capital de Sergipe, fundada em 1590, foi a quarta cidade do Brasil e destruída pela invasão holandesa (1630-1654). A arquitetura religiosa teve papel decisivo na reconstrução. A Praça São Francisco é um conjunto monumental com prédios públicos e privados que representam o período de união das coroas de Portugal e Espanha (1580-1640). A Praça une os padrões de ocupação seguidos por Portugal e as normas estabelecidas pela Espanha. São Cristóvão foi reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2010.


São Miguel das Missões. Foto: Divulgação Embratur


São Miguel das Missões (RS)
, originária das Missões Jesuítas Guaranis, reúne monumentos da antiga missão indígena de são Miguel Arcanjo. O conjunto de cinco povoados foi implantado também em território indígena da Argentina, durante o processo de evangelização da Companhia de Jesus nas colônias da Espanha nos séculos XVII e XVIII. São Miguel foi tombada pela UNESCO em 1983.

Rio de Janeiro. Foto: Divulgação Embratur

 

Rio de Janeiro (RJ) e suas paisagens entre a montanha e o mar também foram reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Cultura da Humanidade. No século XVI, na Baía de Guanabara, os europeus fundaram São Sebastião do Rio de Janeiro. Ao longo de mais de quatro séculos, a cidade foi palco de eventos históricos, como a mudança da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, fato único no mundo. Estão incluídos monumentos como o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a praia de Copacabana.

Serra da Capivara. Foto: Divulgação Embratur

 

Serra da Capivara (PI), com o Parque Nacional Serra da Capivara e seus cerca de 400 sítios arqueológicos, preservam vestígios da mais remota presença do homem na América do Sul e, também, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial. O parque tem painéis de pinturas e gravuras rupestres de grande valor estético e arqueológico, além de preservar parte da caatinga. As descobertas realizadas no Sítio Arqueológico Boqueirão da Pedra Furada, por exemplo, levantaram a hipótese de que o homem poderia ter vivido, nesse local, há 60 mil anos.

 

 

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