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Olimpíada

4 passeios imperdíveis em Bonito e região

Polo turístico da Serra da Bodoquena, no coração do Mato Grosso do Sul, a cidade recebe hoje o revezamento da tocha olímpica

  • Publicado: Sábado, 25 de Junho de 2016, 08h10
  • Última atualização em Segunda, 04 de Julho de 2016, 17h18

Por Juliana Boechat, enviada especial a Bonito.


Bonito é o sonho de consumo de muitos amantes de viagem. E quem conhece o local, no coração do Mato Grosso do Sul, comprova as belezas de um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil. Diversão, história e mistério rodeiam os principais pontos turísticos de Bonito e da região chamada de Serra da Bodoquena, que abrange ainda Jardim e Bodoquena.

Mas existe uma condição básica para a manutenção do turismo na região: a preservação. E, por isso, todos os passeios são agendados previamente com as agências de turismo (procure sempre um profissional cadastrado no CADASTUR). DICA: reserve o quanto antes! Principalmente na alta temporada, as vagas esgotam. As regras são rígidas: limites de pessoas por grupo e da quantidade de grupo para visitar cada local.

Nessa região há opção para quem quer descansar ou se aventurar - e para aqueles que ficam no meio do caminho também! - para quem gosta de trilhas, grutas, rapel e água. Muita água! Hoje, a tocha também experimentará três estilos de ecoturismo, nadando no Aquário Natural, descendo de rapel na principal praça da cidade e percorrendo a trilha da Gruta do Lago Azul.

Gruta do Lago Azul

A queridinha da região é a Gruta do Lago Azul, tombada pelo Iphan e localizada em uma área de preservação ambiental. O local ganhou o formato atual graças a um desmoronamento ocorrido há 600 milhões de anos.

Nenhuma imagem retrata a imensidão da gruta. Após 10 minutos de trilha bem levinha em meio à vegetação nativa, chega-se à escada em que os encantos vão se mostrando degrau após degrau. O efeito formado pelas estalactites impressiona. Ao fundo (60 metros e 300 degraus abaixo), está o pequeno lago intocável.

Serviço:

A partir do centro de Bonito, a viagem de carro à gruta dura aproximadamente 45 minutos.

Abre das 7h às 14h

Somente são permitidos grupos de 15 pessoas.

Os grupos saem a cada 20 minutos.

Melhor época para visitar: de novembro a janeiro, na parte da manhã. O sol bate diretamente na água.

Roupa: camiseta leve, calça e tênis confortável.

O que levar: mochila pequena e leve.


Crédito: Diego Campos/MTUR

 

Flutuação no Rio de Prata

Em um dia é possível fazer dois passeios encantadores no município de Jardim, vizinho a Bonito: a flutuação no Rio da Prata (onde ainda conta com um delicioso restaurante self-service para o almoço). 

O ponto alto da flutuação é a vida subaquática do Rio Olho D’água, que desemboca no Rio da Prata. É possível ver nascentes que brotam da terra, a vegetação e a variedade de peixes, como o dourado, o pacú e a piraputanga. A calmaria do passeio faz com que os peixes passem bem perto e o turista se sinta parte daquele ambiente. 

Todos são equipados com roupa de neoprene, botas, coletes salva-vidas e snorkell. Em dois momentos é necessário fazer uma leve trilha, onde é possível conhecer um pouco da fauna e flora local.

 

Serviço:

Fica a 45 minutos do centro de Bonito.

O primeiro passeio é às 8h.

Os grupos são de, no máximo, 9 pessoas.

O passeio dura 3h30.

Melhor época para visitar: ano todo.

Roupa: roupa de banho para colocar o macacão de neoprene por cima

O que levar: uma troca de roupa seca para a volta.


Crédito: Diego Campos / MTUR

 

Lagoa Misteriosa

Após uma trilha leve de cerca de 10 minutos de um mirante é possível ver a formação rochosa, a vegetação nativa e, ao fundo, parte da água azul da Lagoa Misteriosa, também em Jardim. Deste ponto o passeio já valeria a pena. Mas a magia do local começa a partir da primeira olhada embaixo d’água.

O tom azulado da água e as entradas dos dois poços (que se comunicam por volta dos 50 metros de profundidade) despertam os suspiros nos turistas. E há duas formas de explorar o local: com a flutuação (a diferença do Rio da Prata é que a lagoa não tem correnteza e poucos peixes) ou mergulho com cilindro até 8 metros para baixo. Daí ara frente, apenas com cursos técnicos.

Mesmo depois de alcançarem 220 metros de profundidade, ninguém enxergou o fim do poço de água azul. E, por isso, o nome de Lagoa Misteriosa. 

Serviço:

A sede é a mesma da flutuação no Rio da Prata.

Os passeios ocorrem a partir das 8h e duram aproximadamente 1h.

A lagoa não fica aberta para visitação entre outubro e abril.

Ou o turista já chega lá de roupa de neoprene, após passar pelo receptivo. Ou pode ir de roupa de banho, blusa e short confortáveis e tênis.


Crédito: Diego Campos/MTUR

 

Buraco das Araras

Selvagens, territorialistas e monogâmicas. Essas são as araras com penas vermelhas, verdes e azuis encontradas no Buraco das Araras, também em Jardim. O nome do passeio se dá pela formação rochosa (a mesma da Gruta do Lago Azul e da Lagoa Misteriosa) que virou ponto de reprodução das aves.

Durante uma trilha de 970 metros há dois pontos de observação dos belos animais, que costumam ficar nas árvores, dos paredões calcários e voando em dupla. O barulho produzido pelas araras desde o início da trilha e ecoado no buraco acrescenta um detalhe nessa experiência incrível.

Como o local é preservado, vai da sorte do turista de ver a movimentação das aves. Os melhores horários são por volta das 8h, pois está mais fresco. E durante o período de acasalamento, de junho a novembro.

Serviço:

Fica próximo à Lagoa Misteriosa. Quem tiver energia, pode fazer os três passeios no mesmo dia!

O máximo são grupos de 11 pessoas por vez.

O passeio dura 1h30.

Roupa indicada: tênis confortável, short/calça e blusa confortável.

O que levar: chapéu. Mas não se preocupe. Caso você esqueça, os guias te emprestam o chapéu para proteger do sol.


Crédito: Diego Campos/MTUR

 

 

 

 

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