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Faturamento das franquias de hotelaria e turismo cresce em 2015

Empresas do setor investiram para atender o aumento da demanda durante a Olimpíada

  • Publicado: Quinta, 10 de Março de 2016, 10h57
  • Última atualização em Sexta, 11 de Março de 2016, 18h22

 

Por Gustavo Henrique Braga

Empresas do setor investem na abertura de novas unidades. Crédito: Clube Turismo
Franquias de agências de viagens planejam abertura de novas unidades em 2016. Crédito: Clube Turismo

 

O faturamento das franquias de hotelaria e turismo alcançou R$ 10,2 bilhões em 2015, um crescimento de 9% em comparação a 2014 – acima do índice geral do setor, que foi de 8,3%. Os dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que, com isso, o setor registrou o terceiro maior aumento entre todos os pesquisados depois de acessórios pessoais e calçados (12%) e negócios, serviços e outros varejos (10,2%).

Para o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, os dados reforçam a importância do turismo para a recuperação do crescimento econômico do país. “O governo federal está empenhado em fazer do ano olímpico o ano do turismo. A partir de maio teremos o Tour da Tocha que dará visibilidade a mais de 300 destinos de todo o país. Além disso, a presidenta Dilma sancionou, em dezembro, a isenção de vistos a estrangeiros durante a Olimpíada”, destacou.

A medida adotada pelo Brasil para turistas americanos, australianos, canadenses e japoneses é válida entre 1º de junho e 18 de setembro de 2016. A decisão levou em conta uma série de fatores como elevado fluxo emissivo internacional dos países escolhidos, histórico positivo no envio de turistas ao Brasil, países que mais gastam no país, forte tradição olímpica e baixo risco migratório e de segurança.

Segundo Claudio Tieghi, diretor de inteligência de mercado da ABF, o crescimento das franquias de hotelaria e turismo está ligado principalmente a três fatores: a retomada das viagens de negócios após a Copa do Mundo, a alta do dólar frente ao real e a chegada de novos consumidores ao mercado, especialmente da classe C.

“Soma-se a esses três fatores a ação dos profissionais de turismo, que fazem o trabalho de intermediação da compra ao sugerir destinos, rotas e passeios mais adequados à demanda de cada cliente”, acrescentou.

Os dados da ABF incluem franquias de agências de viagens, agências de intercâmbio, hotéis e pousadas. O levantamento mostra, ainda, que o número de unidades franqueadas no segmento cresceu 12%.

Na avaliação de Bruno Hiluey, executivo de expansão de uma grande rede de franquias de agência de viagem, apesar de 2015 ter sido um ano de retração econômica, as pessoas continuaram viajando. A diferença é que agora escolhem lugares mais próximos e em hotéis mais baratos. A franquia de Bruno enxerga na valorização do dólar frente ao real uma oportunidade para expandir os negócios fora do país, ao vender destinos nacionais para clientes estrangeiros.

Jossiel Colares Pinheiro abriu uma unidade franqueada no setor de turismo na pequena cidade de São José do Norte (RS), em fevereiro do ano passado e não se arrependeu. O empresário conta que o faturamento segue dentro do esperado e que agora planeja aprimorar a qualidade do atendimento ao cliente para manter o bom desempenho. A rede da qual Jossiel faz parte aposta em um crescimento de 20% em 2016, impulsionada pelas oportunidades dos Jogos Olímpicos. 

Já Nelson Welber Bon Jovani se tornou franqueado de uma outra rede há cerca de sete meses, na cidade de São José do Rio Preto (SP), e já fala em abrir uma nova unidade. “Entre as vantagens da franquia estão o suporte e o custo relativamente baixo”, comemora.

 

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