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Novos roteiros atraem observadores de aves ao Brasil

País conta com alguns dos principais destinos da atividade no mundo

  • Publicado: Quinta, 11 de Fevereiro de 2016, 16h38
  • Última atualização em Segunda, 15 de Fevereiro de 2016, 18h42

Por Gustavo Henrique Braga


Birdwatching  em Rio Cristalino, localizado em Alta Floresta (MT). Crédito: Samuel Melim

Com cerca de 1,9 mil espécies de pássaros catalogadas em território nacional, o turismo de observação de aves, ou birdwatching, ganha fôlego no país com a descoberta de novos pontos para observação. No fim de janeiro, o governo de Minas Gerais anunciou a criação de um novo roteiro para essa atividade no estado, na Serra do Cipó. Recentemente descoberta por praticantes desta atividade, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Alto Palácio – localizada a cerca de duas horas de ônibus de Belo Horizonte – é considerada ideal para observação de três espécies raras: o beija-flor de gravata, o pedreiro da serra e o lenheiro da serra.

Com tamanho equivalente a 330 campos de futebol, a RPPN existe desde 2006 e funciona como área para reintrodução na natureza de aves apreendidas pelo Ibama. Com o tempo, o local começou a ser procurado por observadores de aves e o movimento cresceu tanto que a administração do local decidiu criar o roteiro específico para este público. O fluxo de visitantes leva em conta o fato de que a Serra do Cipó concentra cerca de 90 espécies de aves catalogadas.

“O turismo de observação de aves tem grande potencial de crescimento no Brasil, com a vantagem de ser uma atividade de base comunitária”, acredita o secretário nacional de qualificação e promoção do turismo, Júnior Coimbra.

Para se ter uma ideia do potencial turístico desta atividade, nos Estados Unidos o birdwatching movimenta mais de US$ 40 bilhões por ano de acordo com dados do Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem. E um dos melhores destinos mundiais para a prática está solo brasileiro: a RPPN do Rio Cristalino, em Alta Floresta (MT). A região conta com quase 600 espécies catalogadas, parte delas restrita à zona geográfica dos Rios Tapajós, Madeira e Xingu.

Para Guto Carvalho, especialista em observação de aves no Brasil, fatores como o aumento da renda da população, a popularização da fotografia digital, o uso de redes sociais para compartilhar informações sobre os pássaros e o avanço do conhecimento das espécies ajudaram popularizar a atividade no Brasil. “Está se formando um ciclo virtuoso onde quanto mais pessoas observam aves, novos pontos de observação e espécies são descobertos e consequentemente, mais brasileiros e estrangeiros passam a visitar esses locais”, avalia.


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