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Turismo religioso acrescenta novas alternativas à economia potiguar

Viagens motivadas pela fé mobilizaram 17,7 milhões de brasileiros no ano passado, de acordo com o Ministério do Turismo

  • Publicado: Segunda, 28 de Setembro de 2015, 11h31
  • Última atualização em Terça, 29 de Setembro de 2015, 09h10

Por Geraldo Gurgel


Estátua de Santa Rita de Cássia, na cidade de Santa Cruz (RN). Foto: Divulgação.

A Estátua de Santa Rita de Cássia, na cidade de Santa Cruz (RN), vai receber um reforço extra com a construção de um teleférico, que liga a estação da matriz ao Alto de Santa Rita. Na última sexta-feira (25), o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, esteve no local.

A obra do teleférico tem o aporte do ministério para a estrutura física, duas estações e sete torres de sustentação. A próxima fase, que terá inicialmente oito cabines, podendo chegar a 12 de acordo com a demanda, deve estar concluída até o fim de 2016.

O objetivo do ministério é impulsionar o turismo religioso e consolidar Santa Cruz como destino nacional de peregrinos. O monumento já atraiu mais de dois milhões de visitantes e, aos finais de semana, chega a receber entre 40 e 50 ônibus de romeiros.

Antes da estátua, porém, que começou a ser construída em 2007, Santa Cruz oferecia apenas 112 leitos de hotéis. Hoje, são 570. O empresário Reinaldo Ramos, que tinha uma pousada com 10 apartamentos, passou de 30 para 100 leitos. A maior parte da clientela vem de Pernambuco. “Hospedo representantes comerciais durante a semana e romeiros nos sábados e domingos”, diz o hoteleiro. A venda de alimentos e bebidas, entre outros serviços, também aumentou na cidade com o surgimento de novos pontos comerciais, inclusive de artigos religiosos.

O interior potiguar ainda concentra grandes eventos religiosos ao longo do ano, a começar pelas romarias ao Monte do Galo, em Carnaúba dos Dantas. Já o mês de julho, na região Seridó, também é conhecido como o mês de Santana, com a realização de grandes festas, principalmente em Caicó e Currais Novos.

Shows musicais, feiras de gastronomia e artesanato atraem multidões, além da motivação religiosa. Situação semelhante ocorre em Mossoró, que dedica o mês de dezembro aos festejos em homenagem a padroeira Santa Luzia. Hotéis, bares e restaurantes, e o comércio em geral então entre os beneficiados diretamente com o turismo religioso.

 

Mártires potiguares

O dia 3 de outubro, feriado estadual no Rio Grande do Norte, é dedicado aos mártires de Cunhaú e Uruaçu. Os moradores de dois engenhos potiguares teriam sido os primeiros brasileiros massacrados em nome da fé católica, ainda durante o período colonial holandês. A beatificação coletiva de dezenas de brasileiros transformou o monumento aos mártires, na região metropolitana de Natal, em atração turística e local de romaria.


Natal em Natal

As comemorações do aniversário da capital potiguar vão além dos festejos religiosos que, por coincidirem com o Natal em Natal, já atraem muitos visitantes naturalmente. O período mais festivo do ano na cidade também é tempo de férias. Somente uma operadora nacional de turismo, anunciou 150 voos fretados de várias capitais brasileiras para o verão natalense.

A temporada inclui festivais de gastronomia, música, literatura e cinema. Shows musicais e espetáculos ao ar livre são intercalados com as festas da padroeira, Nossa Senhora da Apresentação; Santos Reis, São Sebastião e Nossa Senhora dos Navegantes. Todas elas com forte apelo ao turismo religioso. O Carnatal, também em dezembro; e o Carnaval, em fevereiro, são os expoentes do verão potiguar.


Turismo religioso no Brasil

As viagens motivadas pela fé mobilizaram 17,7 milhões de brasileiros no ano passado. Entre os maiores destinos de turismo religioso consolidados no país também estão o Círio de Nazaré (Belém, PA), uma das maiores festas religiosas do mundo, que reúne cerca de um milhão e meio de pessoas em outubro; a Romaria à Juazeiro (Juazeiro do Norte, CE), que recebe cerca de dois milhões de devotos de Padre Cícero por ano; e a Romaria à Nova Trento (Nova Trento, SC), onde está o Santuário da Madre Paulina, considerada a primeira santa brasileira, com cerca de 20 mil peregrinos por mês.


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