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Pirenópolis abre as portas para o turismo

Cidade histórica do interior de Goiás experimenta a interação entre o público e o privado para reforçar sua vocação turística
  • Publicado: Domingo, 28 de Junho de 2009, 21h08
  • Última atualização em Terça, 30 de Junho de 2009, 10h47

Brasília (29/06) - Numa espécie de releitura das entradas e bandeiras, expedições que desbravaram o interior do Brasil no início do século XVIII, a cidade de Pirenópolis (GO), fundada em 1727, começa a experimentar um novo ciclo de desenvolvimento. Relegada ao isolamento após a decadência do garimpo do ouro e a redescoberta pelos “hippies” na década dos 70, o município agora desperta para sua vocação turística.

Essa realidade pode ser percebida na articulação entre o poder público e o setor privado para traçar diretrizes para o desenvolvimento do turismo local. Faz pouco mais de um ano que a cidade ganhou representações de entidades de classes como a Associação Brasileira de Hotéis (ABIH) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Da mesma forma que organizou o Conselho Municipal de Turismo e investiu na estruturação da Secretaria de Turismo.

Com projetos de qualificação profissional e obras de infraestrutura apoiadas pelo Ministério do Turismo, Pirenópolis vai alçando novos vôos fora do circuito de Brasília, de onde saem 65% dos seus visitantes, além de Goiânia e Anápolis. Experiências de operadora local com turistas da terceira idade de São Paulo comprovam o potencial do município com boa oferta de hotéis, pousadas, restaurantes, bares e passeios.

Variedade - Pirenópolis é uma charmosa cidade colonial com casarios dos séculos XVIII e XIX preservados, com ruas bem cuidadas e belas cachoeiras. Entre suas principais atrações tem a Festa do Divino, comemoração cristã celebrada desde 1819 durante as festividades de Pentecostes, além do ecoturismo, turismos de aventura, cultural, gastronômico e artesanal.

Resgate da cultura local com atenção à sabedoria popular, preservação ambiental com valorização da flora e fauna do Cerrado são palavras de ordem no processo de estruturação da atividade turística. Que o digam as doceiras, os contadores de histórias e os fazedores de artesanato e de comida. Quase tudo na cidade é impregnado com símbolos da Festa do Divino, como a pomba branca e o boi mascarado, e com o aroma e os sabores do pequi, baru, araçá, caju e cagaita.

No entanto, nem só do regional, como o tradicional empadão goiano, vive a gastronomia pirenopolina. Cidade onde habitam vários estrangeiros, Pirenópolis tem sua cota de restaurantes franceses, italianos e portugueses. No comércio também é fácil encontrar queijos feitos à moda suíça por um produtor europeu e iguarias árabes e indianas preparadas por nativos.

Cinema, teatro e monumentos históricos - Igrejas Matriz e do Bonfim, Museu das Cavalhadas, Casa da Câmara e Cadeia, a Ponte de Madeira e as Cavalhadas que mobilizam toda a cidade fazem às vezes das atrações culturais oferecidas ao turista. Pela natureza se apresentam as cachoeiras, o morro dos Pireneus e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural, espalhadas pelos arredores da cidade.

Berço da cultura goiana, Pirenópolis é a história viva e preservada de Goiás e do Brasil.
 

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