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Artesanato típico das cinco regiões brasileiras será comercializado durante 4° Salão do Turismo

Entre os produtos estarão cerâmicas, rendas, bordados, cestarias, objetos de decoração, arte sacra ou indígena feito por cerca de 600 artesãos de 118 associações e cooperativas de 150 cidades
  • Publicado: Domingo, 28 de Junho de 2009, 21h50
  • Última atualização em Quinta, 25 de Junho de 2009, 12h57

Brasília (25/06) – Imagine comprar uma toalha de renda de bilro do Ceará ou uma bela jóia da Amazônia feita de sementes de tucumã e ouro. Essa é apenas uma mostra dos produtos artesanais típicos das cinco regiões brasileiras que serão comercializados nas Lojas de Artesanato durante o 4° Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, que acontece de 1° a 5 de julho, no Parque Anhembi, em São Paulo.

Serão 27 Lojas de Artesanato, representando cada Unidade da Federação. As lojas estarão agrupadas dentro da ala Vitrine Brasil do evento e separadas por cores para representar as cinco macrorregiões do país.

“Desta forma o público poderá levar para casa um pedacinho de cada região do país representadas nas cerâmicas, rendas, bordados, esculturas, acessórios de moda, cestarias, bonecas, objetos de decoração, arte sacra ou indígena feito por cerca de 600 artesãos de 118 associações e cooperativas de 150 cidades”, afirma a coordenadora geral de Produção Associada ao Turismo do MTur, Ana Cristina Albuquerque.
 
A artesã cearense Zenaide Sousa, 47 anos, presidente da Associação de Artesãos e Artistas da Prainha, em Aquiraz (CE), levará para o evento toalhas de mesa e peças de vestuário em renda de bilro – ofício que aprendeu com a mãe aos seis anos de idade.

Sousa já participou de outras edições do Salão. Para a artesã, o evento é “uma oportunidade muito boa para entrar em contato com as pessoas e fechar encomendas”. E, segundo ela, mais que oportunidade para fazer negócios, trata-se reconhecimento do trabalho artesanal. “No último ano pediram uma das minhas peças para expor. Isso é muito gratificante: a gente ser reconhecida”, conta.

Para o artesão de Manaus (AM), Antonio Vasconcelos, 56 anos, que participou da última edição do evento, a expectativa para este ano é superar as vendas. Vasconcelos trabalha com biojóias há 18 anos e levará para o público do Salão anéis, alianças, colares, pulseiras e brincos produzidos com sementes típicas da região como o babaçu e o tucumã em ouro e prata.

Segundo Vasconcelos, o salão é uma das melhores oportunidades para o artesão por ser focado diretamente à atividade turística. “O artesanato está dentro do contexto do turismo. Todo mundo que viaja quer levar um presente, um agrado, uma lembrança da região que visita”, ressalta.

A expectativa é que durante os cinco dias do evento cinco mil peças sejam comercializadas gerando R$ 500 mil em vendas.

Seleção dos produtos Os produtos foram selecionados pelas Coordenações Estaduais do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), parceiro do Ministério do Turismo (MTur).

Entre os critérios estabelecidos para a seleção dos produtos estão:

1.    Valor cultural dos objetos – características que remetam às raízes culturais da região de origem;
2.    Produção resultante de grupos étnicos (índios, quilombolas, outros) e de grupos da economia solidária, de forma a demonstrar a potencialidade do setor artesanal e promover a inclusão social por meio do empreendedorismo;
3.    As matérias-primas utilizadas, preferencialmente que sejam típicas da região;
4.    Técnicas empregadas, procurando apresentar a diversidade da produção artesanal do estado/roteiros turísticos;
5.    Produção ambientalmente sustentável:
      5.1.    Obtenção e processamento de matéria-prima sem causar impactos negativos ao meio;
      5.2.    Condições adequadas de trabalho;
      5.3.    Produção limpa, sem utilizar processos, materiais e/ou substâncias nocivas à saúde e ao meio;
      5.4.    Utilização de materiais ou técnicas de reciclagem;
      5.5.    Destinação dos resíduos sem causar danos ao meio ambiente.

Foram priorizados, ainda, os municípios que compõem as regiões dos 87 roteiros turísticos atendidos pelo MTur, entre eles os 65 destinos indutores do desenvolvimento regional e os municípios que compõem a Rede de Cooperação Técnica para Roteirização Turística (Roteiro Integrado Vale do Acre; Roteiro Integrado Delta / Lençóis / Jeri; Roteiro Integrado Distrito Federal / Goiás; Roteiro Integrado Iguassu / Missões; Roteiro Integrado Estrada Real – Caminho Velho de Paraty a Ouro Preto).

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