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AGENDA INTERNACIONAL

Turismo reforça candidatura dos Cânions do Sul na Unesco

Em reunião com direção da entidade, o ministro do Turismo sustentou que a região tem tudo para ser reconhecido mundialmente como geoparque

  • Publicado: Sexta, 21 de Junho de 2019, 13h37
  • Última atualização em Quarta, 10 de Julho de 2019, 17h29

Por Darse Júnior

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Diretora do Centro do Patrimônio Mundial da Unesco, Mechtild Rossler; diretora da Rede Global de Geoparques da Unesco, Shamila Nair-Bedouelle; e ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Foto: Rodolfo Vilela/MTur

No último dia da missão internacional em Paris, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, esteve na sede da Unesco para defender a candidatura dos Cânions do Sul, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, como geoparque da humanidade. Apesar de ser considerado o primeiro do mundo em atrativos naturais pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil atualmente só tem a Serra do Araripe, no Ceará, na Rede Global de Geoparques da Unesco.

“O reconhecimento de uma entidade como a Unesco é fundamental para potencializarmos o turismo na região. Tenho certeza de que obteremos êxito nessa missão”, comentou o ministro do Turismo. De acordo com as autoridades do turismo regional, o título de geoparque do planeta deve promover um salto na visitação das atuais 500 mil para 3 milhões de pessoas por ano. “O nosso desafio é aliar conservação dos nossos atrativos naturais com desenvolvimento”, completou Marcelo Álvaro Antônio.

A reunião do ministro foi com a diretora Shamila Nair-Bedouelle, responsável pela área que cuida da Rede de Geoparques da Unesco. Ela elogiou a iniciativa do Brasil em pleitear a inclusão dos Cânions do Sul na lista. “O Brasil está certo em apresentar as suas riquezas naturais para o Brasil e o mundo por meio do turismo responsável”, afirmou Shamila. Único atrativo brasileiro incluído na Rede, a Serra do Araripe passou a integrar a lista em 2005. Desde então, antes dos Cânions do Sul, o Brasil não tinha apresentado nenhuma outra candidatura.

Durante o encontro, a diretora da Unesco disse que não entende porque o Brasil, tão rico naturalmente, não tem atualmente mais geoparques pertencentes à Rede. Ela sugeriu que o governo faça um mapeamento de outras áreas de interesse. O ministro do Turismo se comprometeu a articular com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esse trabalho. “Iniciamos um novo momento na história política do nosso país, com uma visão de desenvolvimento e de busca de novos turistas, sem deixar de olhar para a preservação do meio ambiente”, afirmou o titular da Pasta.

Em dois dias de missão na capital francesa, o ministro defendeu também as candidaturas de Paraty como patrimônio misto da humanidade – natural e histórico –, do bumba meu boi do Maranhão como patrimônio imaterial e reuniu-se com o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, para captar uma etapa da Formula E ao Brasil.

ESTATÍSTICAS MUNDIAIS DO TURISMO – Ainda em Paris, na segunda-feira (24) e terça-feira (25) da próxima semana, o subsecretário de Inovação e Gestão do Conhecimento, Marcelo Garcia, participa da Working Party on Tourism Statistics, uma conferência internacional organizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre dados e estatísticas do turismo. No evento, Garcia fará uma apresentação sobre o interesse crescente do Brasil em inovação, coleta e uso inteligente dos dados a partir da consolidação de um Big Data que ajude o país em decisões estratégicas.

Edição: Cecília Melo 

 

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